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Qua, 15 de Abril de 2009 14:26

Balanço positivo em relação ao Carbono: Novas perspectivas para a sustentabilidade

Escrito por  Fernando Schettino
Em função do que, se forem tomadas medidas eficazes, pode-se não só diminuir os problemas atuais e os previstos, mas também se estabelecer um novo e integrado modo de funcionar o sistema sócio-econômico-ambiental.

O que pode contribuir, inclusive, para a ativação de alguns setores industriais, a conhecida "economia verde", que além de ajudar no combate à poluição, podem contribuir nos esforços de ativar a economia mundial atingida pela grave crise atual.

Está claro, portanto, que não se pode mais empurrar para frente às atitudes necessárias para diminuir os impactos sócio-ambientais em relação à maioria dos itens da agenda ambiental, pois os sistemas naturais estão nos limites de suas capacidades suportes, tanto de uso quanto de absorverem os efeitos das ações humanas sobre os mesmos.

O que se prevê, se os mesmos continuarem, será a acentuação da falta de água em várias partes do mundo, a intensificação de incêndios florestais, reduções e mudanças em produções agropecuárias diversas, sem contar as possibilidades de mais secas, enchentes, vendavais, ciclones, furacões e proliferação de doenças diversas.
A atitude para reverter esse quadro não pode mais ser postergada, sendo de responsabilidade de todos: cidadãos, empreendedores e governantes de todos os países. Para isto, porém, é necessário que se adotem medidas permanentes e que realmente levem a mudanças de postura da relação do ser humano com o meio que o cerca.
Ou seja, cada um terá que cumprir seu papel de maneira disciplinada e colaborativa, evitando os desperdícios e participando, de maneira correta dos encaminhamentos para as soluções locais e globais do equilíbrio ambiental. Que significa o dever de todo cidadão atuar mais, desde a atitude de mandar e-mail para os governantes cobrando ações, até a participação em entidades que buscam a proteção ambiental.

Uma dessas atitudes, por exemplo, é contribuir na conservação de insumos ambientais, como economizar água e energia, especialmente, e, na cobrança por balanços positivos nas indústrias que emitem carbono e outros gases do efeito estufa.

Cobranças estas fundamentais para que se estabeleçam compromissos de retirada de CO2 da atmosfera por empreendedores que emitem esses gases, via plantios de árvores e/ou de proteção de ambientes naturais que assim o fazem; ou, pela introdução de inovações tecnológicas que contribuam para a diminuição das emissões industriais. O que, no caso de empreendedores, pode ser estabelecido via condicionantes ambientais, programas subsidiados de financiamentos públicos e/ou por outros mecanismos de incentivos.

O interessante é que em futuro breve, um empreendimento que apresente balanço positivo nas emissões de gases do efeito estufa - que retire mais C02 da atmosfera que emite, possa obter cada vez mais vantagens nas relações comerciais e alfandegárias, que aqueles que ainda não o fazem. E com isto, se poderão transformar, com os ajustes devidos no atual modelo de desenvolvimento, os problemas sócio-econômico-ambiental então existentes, em possibilidades sustentáveis de geração de empregos e renda, com inclusão social.


Luiz Fernando Schettino
Professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e membro do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia (Concitec)

Fernando Schettino

Fernando Schettino

Professor associado da Ufes, é engenheiro florestal, Mestre e Doutor em Ciência Florestal pela Universidade Federal de Viçosa (MG) e especialista em Gestão Estratégica do Conhecimento e Inovação pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

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