Experiências em grandes regiões produtoras mostram que a implantação da atividade petrolífera gera impactos sócio-ambientais consideráveis. Por isso, governantes e sociedade devem se preparar, para maximizar os aspectos positivos dos recursos que advirão e minimizar os impactos indesejáveis, nas regiões diretamente envolvidas com as atividades.
Petróleo e gás poderão dar ao Brasil e ao Espírito Santo uma sólida base para o futuro, mas é necessário ao aproveitar essa riqueza, elaborar um modelo de desenvolvimento que priorize recursos para uma adequada evolução e estruturação institucional da área ambiental; para melhor monitorar, fiscalizar e controlar a prospecção, o transporte, o armazenamento e quem sabe no futuro o refino do petróleo. Também é preciso elaborar planejamento estratégico das regiões envolvidas com a atividade, preparando um caminho para uso racional dos royalties - que estão querendo, indevidamente, retirar dos produtores - realizando investimentos maciços em educação, pesquisa e desenvolvimento tecnológico que levem o País e o Estado e serem expoentes em inovação e sustentabilidade em toda a indústria do petróleo e gás, tal como a Petrobras já o fez com a exploração de petróleo em águas profundas; a Embrapa e outras instituições, como Ufes, Ifes e Incaper, fizeram com o agronegócio; e a Embraer com a fabricação de aeronaves regionais, tornando-se líder mundial. Nesses casos, a intervenção responsável do poder público estimula a inovação, a busca de eficiência e sustentabilidade sempre se fez presente.
O momento é de ação sobre o destino dos royalties do petróleo, em função dessa ideia estapafúrdia de tirar recursos das regiões produtoras, que terão que arcar com todos os problemas naturalmente oriundos da atividade petrolífera, sem terem recursos para contrapor a isso, se houver mudança na distribuição dos recursos sem diferenciação de áreas produtoras ou não.
Poderá ser um caos para o desenvolvimento científico e tecnológico e para a sustentabilidade, visto que o dinheiro será pulverizado e dificilmente trará os resultados sociais, tecnológicos e ambientais que a extração dessa riqueza como é hoje previsto pode vir a proporcionar ao País e aos estados e municípios produtores, como é o caso do Espírito Santo.



