Ao que estamos assistindo é uma atratividade internacional do Brasil como fronteira de expansão do capitalismo, resultando em uma forte entrada de investimento estrangeiro direto (IED). Ressalte-se que, no primeiro quadrimestre de 2011, a entrada de IED foi de US$ 23 bilhões, 3,04% do PIB, atestando uma melhor condição de financiamento externo.
Cabe notar, entretanto, que, no momento em que o IED direciona o destino dos seus recursos, pesam contra o Brasil os velhos e conhecidos gargalos estruturais, como a precária e obsoleta infraestrutura, a baixa qualificação de mão-de-obra e sua perversa taxação (os recolhimentos sobre a folha salarial dobram o custo da contratação) e a famigerada carga tributária.
Do ponto de vista macroeconômico, a favor do Brasil está o fato do crescente reconhecimento das instituições governamentais e a maior previsibilidade da política econômica. Aliado a isso, está a grande disponibilidade de recursos naturais, com ênfase nas novas opções energéticas.
Nesse aspecto, é imperativo reconhecer o vasto potencial hídrico de geração de eletricidade, além do fato de o País ser um precursor na área de energia renovável, a exemplo do etanol advindo da cana-de-açúcar, como também as novas descobertas petrolíferas da camada do pré-sal.
Em termos comparativos, observando-se as carências estruturais vis-à-vis as novas oportunidades de investimentos, advindas dos prenúncios da Copa do Mundo, Jogos Olímpicos e exploração do pré-sal, pode-se admitir que seja crescente a demanda por novos investimentos nos próximos anos.
Fazem parte desse futuro as áreas já admitidas como potenciais para a atração de investimentos, como infraestrutura (aeroportuária, rodoviária, energética e telecomunicações), petroquímica, logística e turismo, somadas às vantagens comparativas anteriormente enumeradas.
Resumidamente, com o fiscal controlado, a taxa de juros em alta, a balança comercial superavitária e um crescimento do PIB ao redor de 4% (impulsionado pelo setor agrícola), não há como os recursos do IED deixarem de continuar entrando no País.
Portanto, parodiando o presidente Obama quando aqui esteve, "dizem que o Brasil é um país do futuro, mas o futuro já chegou".




