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Prefeito João Coser
Entrevista

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O prefeito de Vitória, João Coser (PT), recebeu a missão do presidente da República Luiz Ignácio Lula da Silva de levar aos prefeitos do Brasil o projeto do Partido dos Trabalhadores de eleger a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Coser acumula experiência como sindicalista, parlamentar e chefe do Executivo da capital capixaba por dois mandatos. Com essa bagagem, teve seu nome lembrado para a disputa ao governo do Estado em 2010. Entre uma agenda e outra, ele recebeu, em seu gabinete, a equipe da ES Brasil para uma entrevista na qual pôde avaliar sua trajetória política, o cenário político atual, as obras, a crise econômica mundial e os projetos para os próximos anos.

 


Do movimento popular a prefeito da capital do Espírito Santo. Como foi esta trajetória?
Eu descobri o conceito de solidariedade humana por meio das lutas coletivas e da reflexão do Evangelho dentro das comunidades de base do bairro Itararé. Comecei na igreja e, depois, na entidade de moradores do bairro. Mas como trabalhava no comércio, fui para o movimento sindical. Fui dirigente do Sindicato dos Comerciários - primeiro, secretário-geral; depois, presidente - e posteriormente eleito presidente da Central Única dos Trabalhadores do Espírito Santo (CUT-ES). Este foi um grande momento da minha vida, quando tive de fato a oportunidade de circular em nível nacional e, principalmente, de conhecer a realidade do Espírito Santo e de me realizar como cidadão. Foi um momento muito especial de minha vida, no qual aprendi muito. Ainda presidente da CUT, fui eleito deputado estadual, em 1986, sendo reeleito em 1990. Em 1994, concorri e ganhei a vaga de deputado federal e depois, em 1998, fui reeleito. Tentei, sem sucesso, a eleição ao Senado. Eu sei ganhar e perder. Mais tarde, me candidatei a prefeito, elegendo-me em 2004 e sendo reeleito em 2008. Agradeço a Deus e a confiança das pessoas de Vitória, porque com 18 anos de idade eu não sabia o que era água saudável. Eu morava em Santa Teresa e nunca tinha vindo a Vitória. Após 10 anos da minha vinda, cheguei à Assembleia Legislativa. Consegui passar por tudo isso trabalhando no comércio.

Como avalia a sua administração neste segundo mandato? Quais foram os entraves e os avanços em relação ao primeiro?
No primeiro mandato, consegui realizar um bom debate com a cidade. Fizemos, inclusive, o Congresso da Cidade. Realizamos também o debate do Orçamento Participativo, para realmente ouvir o cidadão. Fui eleito em primeiro turno com mais de 65% dos votos, numa disputa com quatro candidatos. A diferença entre um mandato e outro é que, no primeiro, a eleição é uma esperança; e o segundo já é uma avaliação do trabalho desenvolvido. Embora 2009 seja um ano mais difícil, do ponto de vista dos projetos, ainda temos muitos deles sendo desenvolvidos. Na área do saneamento básico, tínhamos apenas 44% de esgoto tratado. Hoje, aumentamos a cobertura e vamos ser a primeira capital brasileira com 100% de esgoto sanitário tratado. O Tancredão, que era uma área pouco utilizada, está sendo transformado em um grande espaço de esportes, de cidadania e de lazer, que consumirá um orçamento de mais de 25 milhões. Fizemos, em conjunto com o Governo do Estado, a área da (avenida) Fernando Ferrari e estamos fazendo a segunda etapa com grande volume de investimentos. Estamos também iniciando um conjunto de obras, como escolas e unidades de saúde, com destaque para o Projeto Terra Mais Igual - que visa à estruturação da periferia da Grande Vitória. Fizemos a Ponte da Passagem e estamos fazendo a Fernando Ferrari. Agora vamos elaborar um pacote de obras, e o governador Paulo Hartung vai nos ajudar. Tenho que fazer dois registros: primeiro, ao Governo Federal, na pessoa do presidente Lula e aos ministérios, pois temos um conjunto de investimentos em parceria com o Governo; e outro, ao governador do Estado, que tem o compromisso de nos ajudar em diversas áreas.

Vitória foi a cidade capixaba que mais investiu em 2008, cerca R$ 197,5 milhões. Quanto a cidade destinou a investimentos este ano? Qual será a previsão para 2010?
O mais importante de todo o meu mandato foram as políticas sociais nas áreas de assistência, cultura, saúde e educação. Ampliamos o trabalho de prestação de serviços e os equipamentos sociais passaram de 28 para 49. Construímos Centros de Referência e Assistência Social (Cras), Cajun, Centro de Convivência para a Terceira Idade... Na área da cultura, recebemos do Governo do Estado o Museu Capixaba do Negro e estamos licitando, para começar a construir o galpão das paneleiras. Trata-se de políticas sociais que elevam a qualidade da cidade; porém, não são obras físicas. A coisa que eu mais dou valor é a pessoa. Temos espalhados, em todos os bairros, equipamentos públicos voltados para as áreas sociais. As obras estão mais concentradas na periferia, para reduzir as desigualdades sociais. Quando fiz a minha campanha, o grande debate era sobre a "cidade partida". Uma, bem cuidada, que é a região da praia; e a outra, com muitas deficiências e demandas, que era a periferia. Portanto, tenho comprometimento com esses moradores.

Como Vitória passou pela crise mundial? Houve queda de arrecadação de impostos na cidade?
No início do ano, fizemos um planejamento e trabalhamos com duas opções. Houve algum crescimento de receita, até abril, e a segunda opção nossa era trabalhar com a mesma arrecadação do ano passado. Neste momento, a Prefeitura de Vitória tem uma arrecadação R$ 30 milhões inferior ao que foi recolhido no ano passado. Principalmente pela queda de arrecadação do ICMS, vinculado ao comércio exterior, em função da crise mundial. Estamos mantendo todos os programas. As obras, em sua grande maioria, estão em ritmo normal. Temos uma ou outra em ritmo menos acelerado. Estamos contratando menos e indicando a contratação de muitas obras a partir de 2010. O foco deste ano é concluir as obras iniciadas em 2008. Sobre a arrecadação, a nossa expectativa é fazer um bom investimento, igual ou muito próximo ao do ano passado. Estamos hoje com investimentos na faixa de R$ 120 milhões e ainda temos o desafio de alcançar o parâmetro do ano passado. Sempre tivemos a arrecadação crescendo, em média, 10% ou mais um pouco. Mas, em 2009, vamos ter uma queda na arrecadação. Por isso fiz um ajuste de redução de custeio e deixei de contratar pessoal, fiz contenção de pessoal para garantir o ritmo dos serviços e das obras. Estamos em um ano atípico, um ano com um pouco menos de investimentos e mais aperto também. O Brasil inteiro passa por isso e, naturalmente, não foi nenhum erro de cálculo. O que nós não esperávamos é que tivéssemos uma queda tão acentuada de arrecadação. O governador alertou os prefeitos que trabalhassem com o mesmo orçamento do ano passado. Então, com o mesmo orçamento de 2008, vamos passar tranquilos por 2009 e garantir um bom índice de investimentos. A nossa esperança é que no início do ano a arrecadação se estabeleça na proporção de um país em crescimento.

Uma das principais bandeiras de campanha foi a de intensificar as parcerias com os governos Estadual e Federal para dar andamento aos projetos já em execução. Quase no final de 2009 ainda há obras que precisam de continuidade ou mesmo não saíram do papel. Como pretende pôr em dia estas obras?

Apenas uma obra está em ritmo lento, que é o Centro Esportivo de Maria Ortiz. É uma obra grande que nós fizemos a opção de fechá-la e concentramos os esforços no Tancredão, na Fábrica do Trabalho, na Estação de Bombeamento Cândido Portinari e, naturalmente, nas áreas sociais. Fizemos um foco naquelas políticas mais sociais e projetos estruturantes. Só na Fernando Ferrari a Prefeitura investiu mais de R$ 120 milhões. Só de desapropriação gastamos mais de R$ 50 milhões. Não temos nenhuma obra que tenha sido paralisada. O que temos é um ritmo mais lento de execuções em função da queda de arrecadação. Vitória tem 200 obras sendo tocadas, entre pequenas, médias a grandes. Eu vou concluir todas as obras que comecei, uma boa parte em 2009 e outra em 2010. A crise me fez reduzir o nível de contratação em 2009, mas isto foi no mundo inteiro. Eu fiz opção de não ser impactado pela crise. Minha decisão foi de manter, mesmo com dificuldade, os investimentos e contribuir para a saída da crise, pois o primeiro que paga pela má gestão é o trabalhador, o cidadão mais simples. Como cidadão consciente, devo garantir que não vou contribuir para a crise. Orientado na fala do presidente Lula, não parei Vitória. Ela naturalmente entrou em novo ritmo, eu espero retomar em 2010.

O setor logístico aguarda com grande expectativa a construção do Superporto de Vitória - Terminal de contêineres em Praia Mole. Qual a perspectiva para captação de recursos para a sua construção? É realmente viável? Atualmente, há no Estado movimento de contêineres para viabilizar esse porto?
Para Vitória ser completa, ela precisa de três equipamentos que nós estamos viabilizando. O primeiro é o Centro Cultural que o Governo do Estado está tocando, depois o Centro Esportivo de Maria Ortiz e o nosso Centro de Convenções. São obras fundamentais para a vida da cidade. Temos outro desafio na área econômica. Como não podemos trazer para cá grandes empresas e indústrias, pois demandam muito espaço físico, consideramos o projeto do Superporto estratégico para manutenção e sustentabilidade econômica de Vitória. Os estudos até agora indicam boa condição de área, profundidade e acesso, está próximo ao Tims, às BRs 101 e 262 e à rede ferroviária, pois já temos de fato a ArcelorMittal e a Vale. Já temos o aval do presidente Lula e temos agora uma parceria com o Governo do Estado e o setor empresarial. O que teremos que fazer é desenvolver o projeto básico executivo. Ainda depende do estudo de viabilidade econômica, do estudo de viabilidade técnica e ambiental. Estivemos em Bruxelas com o presidente Lula e apresentamos o porto, juntamente com o vice-governador Ricardo Ferraço e o presidente da Codesa, Angelo Baptista. Agora o presidente da Codesa está voltando ao Japão para apresentar em nosso nome o Superporto. Tem um ambiente internacional que busca investir no Brasil. A nossa intenção é que tenha investimentos privados e públicos. Hoje, na Europa e em boa parte do mundo, temos investimentos dirigidos ao Brasil em função de sua estabilidade.

Uma obra bastante aguardada é a do Aeroporto de Vitória. Quando ela será retomada? E como Vitória tem acompanhado a situação?

O aeroporto é um gargalo. Há muitos anos o presidente Lula esteve aqui e iniciou o processo. Infelizmente uma relação com Infraero e o Tribunal de Contas da União fez com que a obra ficasse parada. O presidente Lula determinou e, o ministro Nelson Jobim analisou e está disponibilizando novos recursos. A obra parte da via que será provavelmente feita pelo Exército. Nossa esperança é que as obras do aeroporto sejam retomadas em 2010 e com perspectivas para conclusão até 2011. Estou otimista em relação à retomada das atividades, mesmo porque o nosso atual aeroporto não combina com o ambiente de sucesso do Espírito Santo.

O PT está pronto para a eleição de Dilma Rousseff à sucessão? Como será a caminhada em apoio à sua candidatura? Como está o projeto do partido para o Espírito Santo?
Tanto como prefeito, mas também como uma liderança política do partido, fizemos um debate e consideramos mais importante para o povo brasileiro continuar e aprofundar o projeto desenvolvido pelo presidente Lula. Este projeto tirou mais 30 milhões da pobreza, levou uma grande quantidade para a classe média e então nós estamos com um mercado grande em função das políticas sociais e das políticas econômicas do governo, com geração de emprego. Só no mês passado foram mais 250 mil novos empregos, num período em que estamos saindo da crise. Mais importante do que eleger um governador e um senador ou deputado é dar continuidade e aprofundar este projeto. O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) é um instrumento importante disso. A partir daí fizemos uma comissão de prefeitos que foram eleitos no ano passado e irão contribuir com a direção nacional conversando com os prefeitos dos demais partidos. A nossa tarefa na campanha da ministra Dilma Rousseff é coordenar o trabalho desenvolvido pelos prefeitos no Brasil inteiro. Com esse foco, estamos participando na coordenação. Nos dias 6 e 7 de novembro, haverá um encontro nacional com os prefeitos do PT - hoje são 900 entre prefeitos e vices. Vamos começar com os de casa, e a ministra estará lá relatando o pensa para o País. Depois vamos trabalhar os estados com os partidos aliados. Temos a felicidade de indicação de aliança ampla principalmente com o PMDB, como também PDT, PTdoB e outros. Estamos trabalhando para uma grande aliança nacional e não só para ganhar a eleição como para dar sustentabilidade ao governo Lula e conseguir que o País avance.

A aliança nacional entre PT e PMDB indica que os partidos caminharão juntos em todos os estados, visando as eleições de 2010. No Espírito Santo, o senhor já anunciou apoio ao vice-governador Ricardo Ferraço para a sucessão de Paulo Hartung. Este apoio prevalece? Caso esta aliança aponte o seu nome, o senhor seria o candidato do PT no Estado?

O presidente Lula decidiu que, do ponto de vista estratégico, o PMDB é o aliado importante. Nós temos uma aliança histórica com o PDT, o PSB e o PCdoB. Vamos preservar em todos os estados possíveis o apoio também a estes partidos. Não é uma exclusividade com o PMDB. Com relação ao Espírito Santo, o meu nome é sempre levantado como uma possibilidade, mas eu tomei uma decisão pessoal e política, ouvindo amigos e companheiros de equipe, de concluir o meu mandato, pois tenho esperança de deixar os projetos e obras prontos para o final de 2012. Quando declarei que não seria candidato e declarei apoio ao vice-governador Ricardo Ferraço, já era por uma orientação do presidente Lula, da direção nacional e da ministra Dilma, que estava trabalhando o fortalecimento desta relação PT e PMDB. O governador sinalizou o desejo de ter o Ricardo Ferraço como candidato, e eu me coloquei como parceiro para construir isso. Então, hoje, a minha tarefa é fortalecer a candidatura do vice-governador e colocar o PT na chapa majoritária. Então o meu nome não está colocado. Eu sempre repeti lá atrás que o meu nome só teria uma possibilidade: um acordo com o presidente Lula e o governador Paulo Hartung e um conjunto de partidos, onde eu pudesse renunciar ao meu mandato e ser reivindicado a governador do Estado com apoio de todos. Isto não aconteceu até agora. O Paulo tem o seu candidato, o PSB tem o seu candidato, e eu vou me mantendo prefeito de Vitória. Vou continuar fortalecendo o movimento nacional e envolvendo o Estado para ajudar a ministra Dilma, nossa candidata.

A aliança PT e PMDB oficializou a corrida sucessória no Estado. A saída do tucano Ricardo Santos da pasta estadual de Agricultura causou polêmica. A aliança vai rifar o PSDB e o PSB das discussões por não estarem alinhados com o projeto de Paulo Hartung de emplacar Ricardo Ferraço?
Eu não acredito que PSDB ficará de fora. Eu posso dizer o seguinte, sem entrar no mérito das decisões do governador e das decisões do PSDB, que não me compete fazer julgamento. O Brasil terá dois projetos em debate: um projeto do presidente Lula, com base no sucesso do seu governo; e outro do PSDB, que também governou o País por 10 anos. Provavelmente o grande debate será na comparação dos dois governos e de suas realizações. E quem está credenciado a dirigir o País? No caso do Estado, há de fato um debate sobre isto, e a tendência é de que tenha um amplo palanque em defesa do projeto de Lula representado pela Dilma e fortalecendo esta relação partidária. Agora, esta opção de governo, de tirar ou manter secretário de outro partido, eu não tenho condições de avaliar porque Hartung não refletiu comigo isso. Percebo que há um mal-estar pela decisão do PMDB nacional e pela decisão do PT local de antecipar e aproximar uma aliança com o PMDB. A minha decisão de não ser candidato e apoiar o Ricardo sinalizou que nós queríamos dar prioridade ao projeto nacional e toparíamos construir uma candidatura. Ricardo Ferraço é um candidato preparado e tem uma liderança qualificada. E nós combinamos isto como uma estratégia partidária e nacional. Agora, isto naturalmente sinalizava que o PSDB ficaria em algum momento constrangido com esta relação mais próxima. Porque é um candidato oficial numa aliança com o PT. É uma decisão muito mais do PSDB e do Governo do que dos partidos aliados. Estamos trabalhando no projeto do Espírito Santo de maneira mais ampla. Tenho conversado com o presidente do PDT, o prefeito Sérgio Vidigal, com o prefeito (de Vila Velha), Neucimar Fraga (PR), o deputado federal Lelo Coimbra, presidente do PMDB, e Givaldo Vieira, que é o nosso presidente, e agora estamos ampliando para outros partidos, como é o caso do PP, de Nilton Baiano, e de mais partidos importantes. Estamos trabalhando para alcançar um leque de alianças maior, e o nosso papel é para que esta articulação se dê da forma mais coletiva possível.

Comparando o PT dos anos 80 com o de hoje, podemos afirmar que o partido mudou? Se mudou, foi em que sentido e por quê?

O PT mudou muito. Construímos um partido com base em um ideal fantástico. Que era a construção de uma sociedade nova e moderna mais social, a sociedade socialista. O partido teve 1% de votos na primeira eleição que disputou e, 30 anos depois, elegeu o presidente da República, governadores e prefeitos e uma boa bancada de senadores e deputados. Hoje, não só partido é respeitado no mundo inteiro, como o presidente Lula passou a ser uma das lideranças mais importantes do mundo. Contamos com muita ajuda dos partidos aliados. Tenho a obrigação de agradecer a todos que nos ajudaram no primeiro turno e no segundo. Com destaque particular para o vice-presidente José Alencar, que foi fundamental naquele momento, pois era o empresário de sucesso se aliando a um trabalhador reconhecido e renomado, e os dois anunciando ao País que tinham um grande projeto. O PT de hoje é diferente, com muita flexibilidade nas alianças. É um partido que governa com o que a governabilidade exige: parceria e concessão. Um partido que faz muito mais concessões do que no passado. Mas continuamos a fazer uma política com ética e uma política social, tanto que o presidente Lula, que tinha todas as possibilidades do terceiro mandato pela sua formação e princípios, não aceitou o debate. O partido está preparado para continuar a governar este Brasil e a fazer um governo de sucesso.

Para finalizar, como pretende dar continuidade ao projeto do PT em Vitória e no Estado? Quais as expectativas para o segundo ano de mandato pós-reeleição. Como espera captar recursos para dar continuidade ao projeto e superar as críticas?

Vitória ganha muito com esta relação e digo que a coisa mais importante com a minha chegada aqui foi a possibilidade de manter este campo de aliança com o Governo do Estado e com o Governo Federal. Tenho hoje uma quantidade de investimentos que se aproxima a R$ 300 milhões em dois anos. A cidade ganha, pois projetos que estavam para serem desenvolvidos para cinco ou 10 anos, se nós não tivéssemos esta parceria, não viriam para cá. De fato o cidadão ganha, pois estamos nos antecipando. O cidadão de Vitória ganha qualidade de vida, prestação de serviços, e a nossa esperança é na área do desenvolvimento. O Estado tem um ambiente favorável. Um novo mandato pressupõe novo PAC, pressupõe novo recurso. Mais investimentos para qualificar a vida e gerar a cidadania e melhorar a autoestima do cidadão e ser mais feliz.

 

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