Sábado, 19 de Maio de 2012
Twitter da  Revista ES BrasilPágina da Revista ES Brasil no Facebook
LiveZilla Live Help
   
Fonte
Get Adobe Flash player
Ter, 26 de Abril de 2011

Brasil se destaca em pesquisa sobre empreendedorismo

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) divulgou nesta terça-feira, dia 26 de abril, a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, a GEM 2010, que mede o nível de empreendedorismo no Brasil e no mundo. Nesta edição, foram analisados 60 países, a maior participação já registrada desde 1999, quando a pesquisa foi criada.


O Brasil participa pela 11ª participação consecutiva e, de acordo com os resultados da pesquisa, alcançou em 2010 a maior taxa de empreendedorismo entre países membros do G20, grupo que integra as maiores economias do mundo, e do BRIC, grupo que reúne os emergentes Brasil, Rússia, Índia e China.

O estudo mostra que no ano passado o país registrou o melhor resultado dos 11 anos em que participa da pesquisa, com a maior Taxa de Empreendedores em Estágio Inicial (TEA): 17,5% da população adulta (18 a 64 anos). Esse percentual revela que 21,1 milhões de brasileiros exerceram atividade empreendedora no ano passado e refere-se aos empreendimentos com até três anos e meio de atividade.

Brasil é destaque no G20
Entre os 17 países membros do G20 que participaram da pesquisa em 2010, o Brasil é o que possui a maior TEA, ultrapassando a China, com 14,4%, e superando também a Argentina, com 14,2%, a Austrália, com 7,8%, e Estados Unidos, com 7,6%. Entre as nações que formam o BRIC, o Brasil tem a população mais empreendedora, com 17,5% de empreendedores em estágio inicial - a China teve 14,4%, a Rússia, 3,9%, enquanto a Índia não participou da pesquisa nos últimos dois anos. Em 2008, a TEA da Índia havia sido de 11,5%. Em 2009 a TEA do Brasil havia sido de 15,3%, ocupando a segunda posição no grupo dos G20, abaixo da China com taxa de 18,8%.

Dos 17,5% da população brasileira em empreendimentos iniciais, 5,9% são de empreendimentos nascentes (que considera aqueles desde a fase de planejamento e estruturação até três meses de atividade) e a maioria, 11,7%, são de empreendimentos novos (que têm entre três meses e três anos e meio de atividade, considerando como início o pagamento de salários). Em todos os países onde é realizada, a Pesquisa GEM considera a atividade empreendedora formal e informal.

"A participação expressiva dos negócios novos mostra que a grande maioria dos empreendimentos no Brasil está conseguindo superar os primeiros três meses e se manter no mercado, o que é muito positivo" - afirma o presidente nacional do Sebrae, Luiz Barretto.

Informações sobre a GEM

A pesquisa trabalha com três categorias de países, respeitando o seu desenvolvimento econômico, conforme critérios definidos pelo Fórum Econômico Mundial. O primeiro grupo é o dos países cujas economias são baseadas na extração e comercialização de recursos naturais, que são os menos desenvolvidos, como a Bolívia e Uganda. O Brasil faz parte dos países impulsionados pela eficiência - que reúne as economias norteadas para a eficiência e a produção industrial em escala, onde também estão Chile e China. Os demais são países impulsionados pela inovação, que são os mais ricos, como Estados Unidos e Itália.

Para compor a pesquisa no Brasil, nos meses de maio a julho de 2010, foram entrevistadas 2 mil pessoas, de 18 a 64 anos de idade, em 27 cidades de todas as regiões brasileiras, selecionadas por meio de amostra probabilística. No mundo, foram mais de 180 mil pessoas ouvidas em 2010. A pesquisa, que tem nível de confiança de 95%, com margem de erro de 1,5%, conta ainda com opiniões de 36 especialistas brasileiros. Entre os anos de 2000 a 2010, foram entrevistados no País 23,9 mil adultos. A íntegra da Pesquisa GEM 2010 está disponível na página do Sebrae.

Enviar comentário


Get Adobe Flash player