O empreendedorismo é considerado, em conjunto com a inovação, o mecanismo para impulsionar o crescimento e a estabilidade econômicos. O efeito visível da atividade empreendedora se dá por meio da empresa, analisando-se sua manutenção no mercado, capacidade de crescimento e geração de empregos, que tanto refletem a situação econômica do país e da região em que ela se insere, quanto promovem mudanças nessa conjuntura, efetivamente interagindo com ela.
Uma forma de medir o empreendedorismo empresarial é avaliar o crescimento das empresas. Assim, empresas de caráter empreendedor, ou de alto crescimento (EAC), são, segundo critérios da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), as que têm 10 ou mais pessoas ocupadas no ano inicial de observação e apresentam crescimento médio do pessoal ocupado assalariado maior de 20% ou mais ao ano, por um período de três anos.
A taxa de número de unidades locais de empresas de alto crescimento é o número de unidades locais de empresas de alto crescimento da região dividido pelo número total de unidades locais da região. O mesmo se dá para as taxas de pessoal ocupado assalariado.
Verifica-se da tabela da página anterior que para os Espírito Santo as EAC's são numericamente mais frequentes nos segmentos Atividades imobiliárias (6% das empresas do setor são EAC's), onde as taxas das empresas do Espírito Santo são quase que o triplo das taxas das empresas do Brasil e dos estados da Região Sudeste; Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (5,4%, taxa superior a do Brasil e perdendo apenas para São Paulo, com 7%, na Região Sudeste) e Saúde humana e serviços sociais (3,8%, a maior taxa entre os estados da Região Sudeste e maior que a do Brasil, com 2,1%).
Em termos de taxa de pessoal ocupado assalariado das EAC's, no Espírito Santo os segmentos que mais se destacam são Construção (as EAC's no estado empregam 27,7% das pessoas ocupadas na construção), Transporte, armazenagem e correio (com 26,9%), Atividades profissionais, cientificas e técnicas (22,6%), Informação e comunicação (22,5%), Industria extrativas (22,2%) e Atividades administrativas e serviços complementares (20,2%). Para cada um desses segmentos, as EAC's empregam mais de 1/5 do pessoal ocupado no setor, sendo que para os segmentos Construção e Transporte, armazenagem e correio, essa razão é superior a 1/4.





