Ao todo, foram exportados 1.775 contêineres que geraram uma receita de US$ 118.557.532,79, a maior do ano. O preço médio mensal da saca de 60 quilos foi de US$ 208,75, sendo US$ 254,10 café arábica, US$ 141,62 conilon, e US$ 176,14 o solúvel, todos os preços superiores aos de agosto. Os dados mensais também revelam que os Estados Unidos (22,17%), Eslovênia (8,52%) e Espanha (7,63%) estão no topo da lista em volume de sacas recebidas do produto capixaba.
O café conilon, inclusive, tem se destacado no cenário de exportação pelo Porto de Vitória. Só para ter ideia, em março deste ano os Estados Unidos, na época o segundo maior comprador do grão exportado pelo porto do Espírito Santo, importou 21.681 sacas de café arábica e 7.760 de conilon. No mês passado, o país norte-americano comprou 60.890 sacas do café conilon, superando a sua preferência pelo arábica, uma vez que foram importadas 49.920 sacas.
Luiz Polese, presidente do Centro do Comércio de Café de Vitória, explica que isso é fruto do trabalho intenso pela busca da qualidade do café conilon produzido no Espírito Santo. "O CCCV, em parceria com o Incaper e o Cetcaf, trabalhou ao longo de todo o ano com o objetivo de conscientizar o produtor de café sobre a qualidade de sua produção. Nosso café conilon não era competitivo no mercado internacional, pela sua baixa qualidade. Fizemos palestras, cursos e incentivamos as fazendas a se dedicarem mais ao conilon, que é o café mais produzido aqui no Estado. Está dando certo, pois, em setembro de 2010, exportamos apenas 143.548. No mesmo mês deste ano foram mais de 211 mil", destaca o presidente do CCCV.
Quando são analisados os dados do acumulado de 2011, foram exportadas 4.306.817 sacas, quase a quantidade exportada em todo o ano de 2010, em 13.458 contêineres que geraram receita de US$ 758.104.562,43.





