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Qua, 08 de Julho de 2009

Novas tecnologias chegam para dar competitividade ao mercado capixaba

De 2008 para cá, o Espírito Santo tem vivenciado a experiência da chegada de novas tecnologias nas áreas de telefonia móvel e internet que estão propiciando uma remodelagem do que já existia no mercado. Isso tem motivado as empresas a investirem na sua qualidade e a ofertarem preços mais competitivos, tanto para o cliente residencial quanto para empresas.

O Espírito Santo, um Estado de cerca de 3,5 milhões de habitantes, segundo o IBGE, tem atraído investimentos de empresas de telecomunicações (telecom), que são prestadoras de serviços de telefonia móvel, fixa e transmissão de dados multimídia. O cenário tem-se configurado como uma verdadeira "batalha" entre as companhias, que precisam buscar a diferenciação com base na qualidade da prestação de serviços e de atendimento. Nesta guerra, o maior beneficiado tem sido o consumidor, que encontra a oportunidade de escolher, de acordo com a sua necessidade, o serviço que mais lhe convem.

Atualmente, a concessão de exploração da telefonia móvel pessoal (SMP) no Estado é explorada pelas operadoras Oi, Tim, Claro e Vivo - esta, com a maior fatia de usuários; seus dados apontam que a empresa possui uma base formada por mais de 3,17 milhões de clientes. Somente em março de 2009 a Vivo registrou uma teledensidade de 87,16 aparelhos para cada 100 habitantes.

De acordo com dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), em maio de 2007 havia quase dois milhões de linhas (1,91 mi) de acesso à telefonia móvel no Estado. Já em 2008 o número cresceu para 2,51 mi e, no mesmo período, em 2009 já eram 3,07 mi, uma média de 0,91 linha por habitante, índice superior à média nacional, que é de 0,83. São aproximadamente 600 mil novas linhas por ano.
Mas será que o mercado consumidor capixaba tem demanda suficiente para a quantidade de serviços ofertados pelas operadoras?

Conforme o gerente da Vivo no Estado, Pedro Henrique de Azambuja, sim. "Para a Vivo, o Espírito Santo é um dos mais importantes mercados de telecom no Brasil. Ciente desta relevância, a empresa mantém agenda regular de investimentos na região e o Estado já conta com 100% dos municípios cobertos, nos diferenciando principalmente na rede 3G, trazendo o melhor em conexão de alta velocidade", esclareceu o executivo.

Um mercado a ser explorado

Embora a Vivo detenha a maior fatia do mercado SMP, as concorrentes apostam na demanda e, para isso, tendo como aliada a portabilidade, investem em promoções e programas de fidelização.

Para a Claro, há muito o que explorar no Estado. "O mercado capixaba é um foco constante para nós. Temos um público importante a conquistar e por isso desenvolvemos ofertas especiais para captação de clientes, além de estratégias fortes para fidelizar quem já fez a opção pela Claro", informou Gabriela Derenne, diretora regional da empresa.
A executiva anunciou que para conquistar o mercado local a Claro aumentou a rede de pontos de venda, inaugurando novas lojas próprias. "Agora no segundo semestre vamos expandir a nossa cobertura 3G, que, aliás, trouxemos para o Estado com pioneirismo", enfatizou.

Jorge Monteiro, gerente consumer da TIM no RJ, ES e MG, destacou que desde o início da operação no Espírito Santo a TIM tem dedicado especial atenção ao mercado capixaba. "Nossa cobertura atende a todos os municípios e mantemos um escritório regional em Vila Velha, para estarmos mais próximos dos consumidores locais. Procuramos atender às demandas dos consumidores e desenvolver ofertas vantajosas".

O gerente contou que a empresa investe em campanhas exclusivas e patrocina espetáculos em Vitória, nos quais o cliente TIM tem desconto nos ingressos. "Acreditamos que o mercado do Espírito Santo tem muito a crescer e trabalharemos para continuar oferecendo novos serviços e um atendimento de qualidade".

Outra operadora que tem apostado em promoções é a Oi, que recentemente assumiu o controle da Brasil Telecom. A empresa foi a segunda mais citada pelo público capixaba na pesquisa Top Marcas, divulgada na Revista ES Brasil no mês de março. O gerente de relações institucionais, Cícero Barcelos, destacou que no Brasil, no final de março, a Oi possuía cerca de 57,7 milhões de clientes. "No Espírito Santo, a Oi está presente nos 78 municípios com telefonia fixa e móvel".


Tecnologia integrada

Diante de um mercado crescente, operadoras com tecnologia integrada já observaram o potencial do Estado para as novidades em telecom. Recém-chegada ao mercado capixaba, a Nextel trouxe uma proposta ousada de oferecer aos clientes do Espírito Santo solução completa que integra rádio digital, telefonia móvel e transmissão de dados no mesmo aparelho.

"O mercado de telecomunicações no Brasil é muito competitivo. No entanto, a Nextel tem-se dedicado ao perfil corporativo, com foco em clientes que têm grande necessidade de comunicação, sejam eles grandes corporações ou profissionais liberais, e pessoas que utilizam o celular com fins de negócios. No projeto de expansão da Nextel para a chegada ao Espírito Santo e ao Nordeste, a empresa fez um aporte adicional de US$ 100 milhões em investimentos ao budget de 2008", explica João Luiz Catenhede, gerente comercial da Nextel.

João informou, ainda, que a empresa incluiu a cobertura em Vitória devido à sua importância no segmento logístico, ao abrigar um dos principais portos de exportação do Brasil. "Além de estar alinhada ao mercado do Nordeste - no qual recentemente iniciamos operações em Salvador, Fortaleza e Recife -, a chegada a Vitória completa a presença da Nextel no Sudeste, com cobertura em todos os Estados".

Ainda tem lugar para a telefonia fixa

Mesmo em meio às atraentes evoluções tecnológicas oferecidas pelos aparelhos móveis disponíveis no mercado, a telefonia fixa ainda tem lugar garantido. Porém, da mesma forma que as operadoras de telefonia celular, as de telefonia fixa têm investido em novidades e planos.

De acordo com Marcello Miguel, diretor executivo da Embratel - responsável pelo Livre, NET Fone, Embratel PME e Telefonia Corporativa, a empresa está preparada para atender à demanda.

"A Embratel acredita que a portabilidade numérica representa um avanço para o setor de telecomunicações e o consumidor é o principal beneficiário desta situação. A empresa tem apostado em vantagens como tarifas competitivas, qualidade no atendimento e a não-cobrança de assinatura mensal. No mercado residencial, a Embratel tem como opções o Livre e o NET Fone, campeões de vendas", destacou Marcello.

Uma grande concorrente deste mercado é a Oi, presente com o Oi fixo. A companhia anunciou em 2007 a adoção de marca única para os serviços de telefonia fixa, móvel, internet e entretenimento, em substituição ao nome "Telemar". "O objetivo da adoção da marca única Oi é traduzir a convergência de serviços para o consumidor, com mais simplicidade e eficiência", esclarece o gerente de relações institucionais, Cícero Barcelos.

Oferta de banda larga no Estado

Durante muito tempo a única opção para os capixabas em conectividade em banda larga, chamada ADSL (Asymmetric Digital Subscriber Line), era oferecida pela Oi, com o Velox - que se tornou referência em acesso à internet residencial e corporativa. Mais tarde, a Embratel também passou a ofertar o seu produto ADSL e depois o Estado viu surgir outras opções de internet com "alta performance", como links dedicados, tendo como provedores as operadoras Oi, Embratel e outras empresas de menor porte, porém com custos elevadíssimos.

Mesmo tendo como opção de internet banda larga o Velox, que tem custo elevado - maior do que em outros Estados -, entre os capixabas a conexão da Oi ainda é a mais procurada. A única outra opção viável financeiramente era a Net, que, apesar de utilizar uma tecnologia ser diferente, oferece desempenho semelhante.

Em meados de 2008 surge então a tecnologia 3G (uma tecnologia móvel que permite ao usuário navegar na internet em alta velocidade sem a utilização de fios), somando ao mercado de provedores de internet as operadoras de telefonia móvel celular Claro, Vivo e Tim.

Em 2009, uma novidade em banda larga é disponibilizada com a chegada da GVT - operadora de telefonia fixa e banda larga que anuncia acesso com velocidade de 10 Mbps a preços abaixo das demais opções existentes. A empresa trouxe produtos diferenciados e soluções avançadas de telefonia fixa convencional (local e longa distância), transmissão de dados para empresas, serviços de internet banda larga de alta velocidade e serviços de Voz sobre IP (VoIP) para todos os segmentos.

Concorrência já esperada

Na análise do consultor de TI Fabiano Martins, a expansão da banda larga e a chegada de novas empresas ao mercado são bem-vindas, pois quebram um monopólio que há muito tempo era aguardado pelos profissionais da área.

"A disseminação da banda larga deve contribuir para a melhoria dos serviços hoje existentes, além da criação de novos modelos. Temos ainda o 3G e a internet a rádio como outras opções de internet, mas não como concorrentes, por se tratarem de tecnologias diferentes. O consumidor tem agora a liberdade de escolha, e com isto a tendência é de preços mais competitivos, com mais qualidade", aposta.

Ele conta ainda que com a chegada da GVT e a oferta de um link com capacidade até 10 vezes maior que o usual, a 50% do custo do concorrente, cria-se a possibilidade de elevar o Estado a condições mais favoráveis com relação a internet e conectividade.

"Dentro de pouco tempo seus concorrentes terão que ‘correr atrás do prejuízo'. Enquanto o capixaba se contentava com um link ADSL de 1 mbps, que ainda assim nem sempre é real, devido a diversos fatores técnicos, outros Estados já falavam em 10, 20 ou mais Mbps de velocidade a um custo 50% menor do que pagamos aqui", observou Fabiano.

O consultor espera que a cobrança do mercado feita às operadoras, de entregarem o que estão ofertando para o consumo, possa trazer melhorias aos serviços. "Já estamos em uma situação bem mais confortável. Nossa esperança é que agora os serviços não fiquem concentrados em áreas privilegiadas, mas que alcancem o máximo de pessoas e empresas possíveis no Espírito Santo".


A internet no Brasil

O número de usuários ativos da internet no Brasil cresceu 35% em maio de 2009, com a inclusão da medição da navegação no trabalho, de acordo com dados do Ibope Nielsen Online. Em maio, 34,5 milhões de pessoas acessaram a internet do domicílio e do local de trabalho. Se fosse considerada apenas a navegação residencial, este número ser¬ia de 25,5 milhões de pessoas.

Com isso, o Brasil permanece na liderança mundial do ranking de horas navegadas, à frente dos Estados Unidos, Reino Unido e França, países nos quais a Nielsen também mede a audiência do trabalho e de casa. A estimativa do Ibope Nielsen Online é de que existam 62,3 milhões de pessoas com acesso à internet em qualquer ambiente, incluindo residência, trabalho, escolas, lan-houses, bibliotecas e telecentros.

 

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