Um completo registro dos principais fatos nas diversas áreas da economia capixaba
Economia
O que esperar da economia para 2012? Conheça as perspectivas que se apresentam para nosso Estado e para o País face ao atual cenário econômico global
Entrevista
O governador Renato Casagrande faz um balanço do seu primeiro ano de gestão, e revela o que espera em 2012 para os capixabas
ES Pergunta
Guilherme Pereira, Secretário de Planejamento, fala sobre as novas oportunidades para o estado a partir do Plano ES 2030, que começa a ser elaborado pelo governo
Aonde ir
As belezas e a culinária italiana do "Beija-flor do Espírito Santo" são apenas um dos atrativos para visitar Santa Teresa.
2011, um ano desafiador
Olhando para o balanço geral do ano que se encerra, podemos dizer que 2011 foi desafiador para o Espírito Santo. O ano começou com a troca de comando no Executivo estadual colocando para a sociedade o desafio de confiar na capacidade do novo comandante de levar a "nau capixaba" a prosseguir em sua travessia segura rumo ao desenvolvimento sustentável e, ao novo governador, a tarefa de transferir sua credibilidade política para a credibilidade em sua atuação como administrador de um Estado que, finalmente, demonstra estar passando da adolescência para a idade adulta em termos da musculatura de suas instituições democráticas, de sua economia e, principalmente, de suas habilidades de planejamento e superação. Ao que indicam os fatos reunidos nesta edição retrospectiva da ES Brasil, até aqui a tarefa foi concluída com êxito.
Na administração pública, o orçamento foi executado dentro do previsto, sem grandes surpresas e com responsabilidade. No entanto, que não se pense que a viagem não tem sido tranquila. O Espírito Santo esteve sob ataques diversos e graves ao equilíbrio de suas contas, ameaça que ainda paira sobre o Estado, personificada na emenda constitucional que deve vir a ser votada em 2012 e que pretende dividir os royalties advindos da exploração do petróleo de maneira contrária ao estabelecido de longa data pela Carta Magna da nação e configurando-se como verdadeiro saque aos cofres do Estado.
Mantida como é hoje a distribuição, a estimativa é que o Espírito Santo receba, em 2011, R$ 1,3 bilhão em royalties e participação especial. Se aprovada a emenda do deputado Ibsen Pinheiro, a perda imediata seria de cerca de R$ 1,1 bilhão e, no caso da aprovação da proposta do senador Wellington Dias, do Piauí, o prejuízo seria de, no mínimo, R$ 800 milhões.
Outra grave ameaça hiberna em outro projeto de lei, que propõe uma reforma tributária que implicaria a extinção do Fundap e alterações na forma de cobrança do ICMS, gerando prejuízo de R$ 3,74 bilhões às receitas estaduais, de acordo com a Secretaria de Estado da Fazenda.Com isso, a redução do volume de recursos destinados aos municípios capixabas pela receita tributária cairia tanto que inviabilizaria muitas gestões municipais.
Porém, os capixabas vêm mostrando ao País que oportunidades e ameaças são efetivamente dois lados de uma mesma moeda. Todas essas e outras situações serviram também para que sociedade, forças produtivas e governo se unissem em torno da defesa de seus direitos e se mobilizassem em busca de soluções, que já começam a ser planejadas, como se verá ao longo das próximas páginas desta edição especial.
Permitiram, ainda, que o governador Casagrande mostrasse toda sua capacidade de articulação política e que a sociedade capixaba demonstrasse que amadureceu, aprendeu com os próprios erros e tem força suficiente para sustentar uma economia próspera e sólida, que cresce acima da média nacional há décadas e sabe antever problemas e soluções, como o provam a sua invejável performance em quase todas as áreas, a estimativa de receber R$ 98,8 bilhões em investimentos nos próximos anos, o padrão de vida de seus habitantes e as iniciativas empreendedoras que você vai relembrar lendo as matérias a seguir.
Boa leitura e feliz 2012!






